A Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) deu início à aplicação a Pesquisa do Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro 2017. Em sua 3ª edição, a pesquisa tem o objetivo de traçar um raio-x deste segmento no Brasil a cada dois anos. A novidade deste ano é a parceria com a startup Lean Survey, que será responsável pela mensuração e análise de resultados e, também, a elaboração de um relatório completo incluindo os dados por estado (para aqueles com mais de 300 respostas).
Neste ano de 2017, a nova versão da pesquisa será aplicada novamente junto aos jovens empreendedores brasileiros. Em 2015, 5.060 jovens dos 27 estados brasileiros responderam às perguntas através de uma plataforma web. Segundo o resultado da pesquisa aplicada em 2015, o perfil do jovem empreendedor compreende em sua maioria ao sexo masculino, com idade entre 26 e 30 anos, ensino superior completo, microempresário, com apenas uma empresa no nome e faturamento anual de R$ 60 mil a R$ 360 mil, além de vontade de investir em um novo segmento de negócio.
De acordo com o presidente da Conaje, Guilherme Gonçalves, a Pesquisa é uma grande contribuição dada à sociedade. “É de grande importância identificar o perfil do empreendedor brasileiro, pois conhecendo-o melhor é possível que sejam criadas ações e políticas públicas que beneficiem este jovem”, destacou. A Diretora de Conteúdo da Conaje, Jaqueline Moucherek, destacou que a Pesquisa do Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro é um termômetro para a constatação da realidade vivida pelo jovem empreendedor. “Com esta ação a Conaje consegue identificar melhor o perfil do público jovem que empreende ou que  tem a intenção de empreender”, relatou.
A pesquisa estará disponível para respostas até o dia 30 de janeiro de 2018. A previsão é que o relatório com o resultado seja divulgado até o mês de abril de 2018.
LINHAS DA PESQUISA
Entre as linhas de abordagem da pesquisa estão os aspectos socioeconômicos (idade, gênero, renda, escolaridade) e o perfil das empresas (segmento, porte, faturamento, número de funcionários, investimento e maturação). Além disso, abrange os aspectos do ambiente empreendedor e político-econômico do país e seus efeitos nas empresas dos jovens (reformas e eleições), que também apontam seus principais desafios internos (quanto à gestão) e externos (quanto ao cenário).