O empreendedorismo sempre fez parte da vida da diretora de Planejamento e Gestão da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), Ananda Carvalho – eleita vice-presidente da instituição para o período 2017/2018. Ela teve exemplos na família e atuou em entidades que apoiam o empreendedor. Essa união de fatores a motivou a se tornar empreendedora também, tanto que hoje é empresária na Training Consultoria, em Manaus (AM). A expertise na área e por se tornar referência, Ananda foi convidada ainda a atuar como secretária municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (SEMTRAD) – cargo que exerce na capital do estado amazonense. Nesta entrevista, Ananda aborda um pouco mais sobre sua carreira, os incentivos para o empreendedorismo, cenários, expectativas, entre outros temas. Confira!

Como o empreendedorismo surgiu na sua vida?
No ambiente familiar. Minha mãe é pedagoga empresarial, funcionária de carreira do Sebrae e instrutora credenciada do curso Empretec, logo, desde criança o tema é presente em minha vida.

Por que se tornou empreendedora?
Inicialmente, comecei a trabalhar em entidades que apoiam o empreendedor, como Federação das Indústrias e Sebrae . Logo em seguida, conheci a Conaje, a qual realmente me inspirou a empreender.

Que avaliação faz do empreendedorismo jovem no Brasil?
Temos muitos jovens empreendedores no país, com características inovadoras e resilientes, no entanto, o ambiente ainda é muito hostil e sem estímulos de políticas públicas que impulsionem o jovem a escolher essa direção de futuro.

Que avaliação faz do empreendedorismo feminino jovem?
Esse é mais tímido ainda. O Brasil já avançou na taxa de empreendedorismo feminino geral (18 a 60 anos), que segundo a pesquisa GEM, mulheres já empreendem tanto quanto homens, no entanto, na faixa etária considerada “jovem” (18 a 35 anos), temos em média 75% de homens empreendendo, contra cerca de 25% de mulheres – segundo estudos da própria Conaje.

O que é preciso avançar?
Políticas públicas que promovam a cultura empreendedora desde a educação de base, políticas de fomento e estímulo aos jovens que queiram abrir seu negócio, estímulo a redes empreendedoras jovens, desburocratização de processos empresariais, melhorando o ambiente de negócios do país, entre outras.

Por que se envolveu com movimentos de empreendedorismo jovem?
Vi na Conaje uma oportunidade de aprender a deixar legados coletivos com o empreendedorismo. Em um segundo momento, senti vontade de implantar o mesmo movimento salutar em Manaus e de aumentar minha rede de relacionamento profissional. Com o tempo, a Conaje me inspirou a “trocar de lado de atuação” e passar a exercer o empreendedorismo de negócios na minha área de atuação, que é consultorias e treinamentos em gestão.

Qual tem sido sua atuação em movimentos de empreendedorismo jovem?
Fui fundadora da AJE Amazonas, em seguida, representante do Amazonas no conselho da Conaje. Fui convidada para desenvolver a 1ª pesquisa de perfil do jovem empreendedor na Conaje e com isso ocupei posteriormente a Diretoria de Projetos e, por fim, mais recentemente, a Diretoria de Planejamento e Gestão nacional .

De que forma o movimento jovem empreendedor contribui para sua vida profissional?
O associativismo jovem é um formador de lideranças. É um processo que acontece naturalmente dentro dos movimentos. O jovem amplia horizontes, relacionamento, parcerias, de clientes e novos negócios e até novos sócios. Além disso, o salto do comportamento profissional no voluntariado é rápido. Nossa dedicação para executar ações impactantes nos ensina a sermos “realizadores” e não apenas “planejadores”, fazemos mais com menos, aprendemos a nos articular, a defender nossas causas, a lidar com a imprensa e com os debates, e, além disso, formamos amigos.

Hoje você ocupa o cargo de secretária Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento em Manaus. Sua trajetória em movimentos de empreendedorismo jovem contribuiu para chegar a essa posição? Se sim, de que forma?
Não só contribuiu como foi determinante. Aprendemos o “senso do coletivo” no associativismo jovem. Antes, apenas estamos voltados para nossa própria empresa. Nos movimentos, impactamos muito mais, aprendemos a defender bandeiras conjuntas e ter resiliência, característica essencial para atuar no serviço público. Foi apresentando projetos e propostas, desenvolvidas no trabalho com a associação jovem empresarial, que eu recebi o convite do prefeito, totalmente isento de política partidária, para contribuir tecnicamente na secretaria municipal.

Atuação de Ananda Carvalho
16 anos – Estagiária: IEL
17-18 anos – Assistente Administrativo: IEL
18- 22 anos – Gestora de Projetos: SEBRAE
22 anos – atual Empresária na Training Consultoria
25 anos – atual secretária Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento – SEMTRAD
23 anos – atual Membro do Global Shapers Manaus
23 anos – atual Diretora de Planejamento & Gestão da Conaje