Investir no próprio negócio é a vontade de milhares de jovens em todo o Brasil. São vários os fatores que influenciam na decisão de se tornar empreendedor, desde independência financeira, referência da família até o desejo de desenvolver algo inovador no mercado. Não foi diferente para o empresário, advogado, cientista político e ex-diretor da Conaje, Rafael Lousa. Ele – que hoje é também presidente da Junta Comercial de Goiás (Juceg) e da Federação Nacional de Juntas Comerciais (Fenaju) – sonhava em ter o próprio negócio desde a adolescência e conseguiu concretizar aos 17 anos de idade. “Venho de família de empresários, vivo e convivo com a dura realidade de quem produz e isso foi meu maior incentivo para empreender”. Nesta entrevista para a Conaje, Rafael Lousa conta mais sobre empreendedorismo jovem, cenários para o setor, de que forma o associativismo contribuiu para o trabalho que exerce na Juceg e Fenaju, entre outros assuntos. Confira!

Como o empreendedorismo jovem contribuiu para sua vida profissional?
De forma fundamental. Foi no movimento empreendedor jovem que aprendi a força do associativismo, da cooperação para ser competitivo e pude trocar as melhores experiências para alavancar meus negócios e, especialmente, minha carreira profissional. Foi um grande encontro entre a vontade de entender a forma de mudar o mundo para melhor com gente que vem fazendo isso em suas varias posições.

Que cargos já ocupou em movimentos de empreendedorismo jovem?
Tive a honra de ser membro da Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Goiás, depois fui diretor de relações institucionais, vice presidente e presidente da Ajegoiás, tendo sido membro do Fórum de Entidades Empresariais Jovens de Goiás e diretor Financeiro da Conaje por dois mandatos.

Que avaliação faz dos movimentos de jovens empreendedores de quando iniciou na área para hoje? O que mudou?
Acho que vem melhorando e se profissionalizando, buscando ampliar os horizontes e os espaços dos jovens no mercado global. O time que tem assumido as posições dentro dos movimentos está muito preparado para os desafios do mundo, é gente conectada, antenada com as inovações e, principalmente, provedores de empreendedorismo puro. O avanço é visto e tem aberto muitas oportunidades aos jovens empreendedores.

Qual é a importância do empreendedorismo jovem para a economia do país?
É fundamental tanto como forma de reoxigenação e diversificação da economia, que são fatores preponderantes de competitividade como também é importante como garantia para o futuro da economia brasileira, uma vez que são os jovens a maior parcela da população economicamente ativa e aqueles que por mais tempo contribuirão para o desenvolvimento de nosso país.

O que falta para o desenvolvimento do empreendedorismo jovem no Brasil?
Uma maior compreensão por parte de todos os atores de que não existe sustentabilidade do desenvolvimento sem empreendedorismo e se essa compreensão não incluir os jovens, aí mesmo que não se sustentará.

Hoje você é presidente da Juceg. O que percebe de semelhança na atuação da Juceg e Conaje?
A forte relação com setor produtivo e as experiências da vida empresarial são fatores que hoje me permitem ter uma visão muito mais focada na simplificação dos processos da Junta comercial, favorecendo o fluxo processual e melhorando o ambiente de negócios.

Qual foi o desafio de ser presidente da AJE Goiás e diretor da Conaje?
O desafio maior é a responsabilidade de liderar grandes líderes e garantir que a alimentação do fluxo de renovação constante destas lideranças se perpetue.

Qual é o desafio de ser presidente da Juceg?
Conseguir simplificar o registro de empresas favorecendo um ambiente mais propicio ao empreendedorismo e a atração de investimentos.

 

Recentemente, você foi eleito presidente da Federação Nacional de Juntas Comerciais (Fenaju). Qual é o objetivo da entidade? Que trabalho pretende desenvolver na Fenaju?
Essa é uma entidade de âmbito nacional que reúne todas as Juntas Comerciais e busca aperfeiçoar e padronizar o registro empresarial no Brasil. Vamos buscar compartilhar todas as boas experiências estaduais entre os entes federativos, além de trabalhar a padronização dos procedimentos.


Na sua avaliação, a Conaje tem alcançado sua missão de desenvolver e estimular o empreendedorismo jovem no Brasil? Por quê?

Sem dúvida. É a principal entidade de empreendedorismo jovem do Brasil e umas das protagonistas no mundo, com um trabalho de formação que envolve capacidade, relacionamento e representatividade, numa tríade completa e dinâmica.

Perfil do Rafael Lousa
Empresário, Advogado e Cientista Social e Político
Pós Graduado em Gestão Empresarial, Marketing, Direito Publico, Controladoria e Finanças
Presidente da Junta Comercial de Goiás
Presidente da Federação Nacional de Juntas Comerciais
Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Garantidora de Crédito de Goiás
Ex- Presidente da Ajegoiás
Ex-diretor financeiro da Conaje