Afim de diminuir as barreiras, melhorar a colaboração e aproximar a América Latina da China, o governo chinês criou o programa Puente al Futuro que atraiu 70 pessoas, de 10 países diferentes da América Latina e Caribe, entre os dias 17 e 27 de julho de 2018.

Cada país presente contou com 7 representantes, 3 do âmbito político, 2 do social e 2 do econômico, no qual a Confederação Nacional de Jovens Empresários esteve representada por Antônio Carlos Guimarães Neto, atual presidente do Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de Santa Catarina.

Ao todo foram 10 dias de programação com visitas a empresas, museus, culturas e seminários que propiciaram aos participantes melhorar o conhecimento mútuo entre China e América Latina, visando os investimentos da Nova Rota da Seda.

O programa Puente al Futuro foi uma iniciativa proposta pelo Presidente da China, Xi Jinping, durante sua visita à América Latina e Caribe em julho de 2014. Trata-se de um plano de treinamento voltado para jovens líderes na China, América Latina e Caribe.

Segundo Guimarães, a China vê um grande futuro de crescimento, de investimentos, de parcerias e de cooperações com a África e América Latina, em função dos recursos naturais e capacidade de produção de alimentos, e por isso, investem para contribuir com o desenvolvimento.

Sobre a Nova Rota da Seda:

Ela não é uma estrada: é o maior conjunto de obras da história da humanidade, e grande cartada da China para ultrapassar os EUA.

O governo chinês anunciou o One Belt One Road (“um cinturão, uma rota”, em inglês), o maior plano de investimentos da história da humanidade. Ele inclui uma quantidade astronômica de dinheiro: nada menos do que US$ 5 trilhões. Esse tsunami de dinheiro será investido em 65 países, que juntos concentram 63% da população global, ao longo dos próximos 40 anos. O megaprojeto inclui portos, rodovias, ferrovias, gasodutos, oleodutos e centros de distribuição, tudo para favorecer as exportações chinesas.

É exatamente a mesma estratégia adotada pelas duas últimas superpotências. Nos séculos 18 e 19, os ingleses construíram ferrovias e portos no mundo inteiro, do Paraguai à Índia. Assim, eles ocupavam a capacidade ociosa de suas indústrias, davam emprego a seus trabalhadores e abriam novos mercados para seus produtos e serviços – de quebra, emprestavam dinheiro aos outros países, gerando dependência econômica e ganhando com juros. Os americanos fizeram exatamente a mesma coisa nas décadas de 1940 e 1950. Agora é a vez da China, que pretende concluir todas as obras de seu megaprojeto até 2049 – quando a revolução popular chinesa, liderada por Mao Tse-Tung em 1949, completará cem anos.

Fonte: Revista Super Interessante